Segunda, 28 Dezembro 2009 11:05
Uma semana ausente e muitas novidades à chegada. Umas boas, outras nem por isso, umas de riso e uma, essa sim, horrível ; a morte daquele rapazinho do Belenenses. Trágico! Um abraço solidário ao Belenenses. Pensemos nisso !
Nesta Quadra, sem outros comentários que muito me apetecia fazer, o desejo de Boas Festas a toda a família agronómica e a todos os outros, sem qualquer discriminação, que não sendo “agrónomos “, pertencem à grande família do rugby . Boas Festas.
Com amizade C. Amado da Silva
Segunda, 14 Dezembro 2009 10:42
Embora não tenha recebido qualquer carta , ou e-mail, supostamente enviada a todos os Clubes, contestando e criticando a decisão do Presidente da Assembleia Geral da FP pela convocação de eleições para os Orgãos Sociais para o próximo dia 8 de Janeiro, tive ocasião de a ler , não tendo ficado nada surpreendido pela simples razão de ter sido, prévia e lealmente informado, pelo Presidente do G.D de Direito, de que o iria fazer. É um direito que lhe assiste e que, naturalmente, muito respeito.
No entanto, embora o alvo não seja eu – pelo menos directamente – é óbvio que também me sinto visado. Injustamente. Tão injustamente quanto são as acusações feitas ao Presidente da Assembleia Geral !
Independentemente de se concordar ou não , vai mesmo haver eleições! Foram marcadas por quem tem legitimidade para o fazer, dentro do prazo legalmente previsto, pelo que apenas temos que aceitar esta realidade.
Há quem concorde e há quem discorde, naturalmente.
Todavia, muito mais importante do que tentar apurar se se sabia, ou não ,das intenções do actual Presidente da Assembleia Geral – para mim é absolutamente claro que todos sabiam ou tinham obrigação de saber... - é que os Delegados fiquem a conhecer das razões da convocação destas eleições, quais os projectos e quem os corporiza. Pelo que é público, até agora, apenas eu me disponho a enfrentar o actual Presidente da Direcção da FPR. Não o faço por outra razão que não seja a da coerência com a minha conhecida posição de discordância da política , e da forma, como tem sido dirigido o rugby nacional.
Por muito que possamos fazer fé nos Programas Eleitorais, a verdade é que uma coisa é escrever, outra, bem diferente, é materializar todas as promessas e intenções.
Para quem acompanha a modalidade, fica muito claro que há dois projectos, completamente divergentes em confronto: Um, defendendo a manutenção da actual política de distanciamento dos Clubes, privilegiando , quase em exclusividade, a Selecção Nacional e um outro que acredita poder conciliar esses interesses com os dos Clubes
O primeiro – que aliás apoiei inicialmente – teve, e tem, desvios programáticos importantes , com a agravante de, no meu entender, não ter sido capaz de potenciar o clima de euforia que se criou depois do Mundial de França. De facto, ao contrário de que é apregoado, a verdade é que a competitividade interna regrediu, o distanciamento da Direcção aos Clubes se acentuou, o público se afastou, a visibilidade é quase nula, o que justifica o “ isolamento “ da Selecção Nacional que não só sobreviveu a este negativismo como – é justo dizê-lo – conseguiu criar condições únicas para uma preparação competente que vai permitir, o que para todos nós é o mais importante esta época - A classificação para o Mundial , na Nova Zelândia!
É esta a nota mais positiva da governação da actual Direcção. Mas pouco mais…
A actual política está a conduzir ao progressivo definhamento dos Clubes! Havia, há pouco tempo, sete ou oito equipas de valor semelhante, quando hoje há quatro de nível claramente superior, com a particularidade de serem todas de Lisboa.
Apesar desta constatação, mesmo depois de denunciado este divórcio com os Clubes, a FPR insiste na sua marginalização , não os ouvindo nas decisões que lhes dizem respeito directamente, substituindo-os indevidamente, alheando-se, todavia, das suas responsabilidades e compromissos em matérias da sua exclusiva competência, como fica patente nos casos da Challenger Cup /Super Liga Ibérica e Taça Ibérica , respectivamente.
E, quanto a apoios aos Clubes….praticamente não existem. E não estou a referir-me exclusivamente a apoios materiais.
Formação ? Pouca e descontínua . Mais evidente a nível dos Treinadores do que dos Árbitros. Insuficiente em ambos os casos...
A fraca liderança, a descoordenação entre Orgãos, a falta de transparência, algum compadrio, e o - pelo menos aparente – excessivo peso administrativo , têm caracterizado estes últimos anos do mandato do actual Presidente.
Relativamente à contestação da convocação de eleições para Janeiro, parece-me que ninguém acredita que o Presidente da AG foi eleito num dia e, no dia seguinte, se lembrou de convocar eleições…É quase ofensivo !
Na verdade, o Presidente, limitou-se a honrar compromissos , não dele, mas do seu antecessor e do próprio Presidente da Direcção da FPR, que, como antes afirmara, apenas se pretendia candidatar depois de saber se Portugal se classificava , ou não, para o Mundial!Esclarecedor...
Será que se desconhece que , há meses, as eleições foram notícias de jornal - quem não se recorda do título de “ A Bola “ , “ Prevêem-se eleições escaldantes “ “ perigo de destabilização da Selecção, etc “- na sequência de uma carta entregue numa Assembleia Geral, subscrita por mais de uma dezena de Clubes insatisfeitos com a situação e nela se solicitando eleições urgentes, o que, aliás, levou o Presidente da Federação a contactar alguns jogadores da Selecção “ avisando-os “ de que iria haver eleições, “ obrigando-me “ a falar com o Seleccionador nacional dando-lhe a garantia de que, obviamente, qualquer que fosse o desfecho dessas eleições não haveria a mínima interferência no trabalho que estava a ser realizado?
Quem não se recorda do Presidente, Prof. Pedro Lynce ter garantido que seriam convocadas eleições imediatamente a seguir à aprovação dos novos Estatutos...?
E quem não se lembra de próprio Presidente da Direcção, Dr.Dídio de Aguiar, ter aceite essa situação, na mesma Assembleia Geral?
Os Estatutos foram aprovados em Julho, no tempo limite legal e o seu registo oficial apenas feito meses depois, com um atraso injustificável , impedindo que as eleições se tivessem realizado em Setembro, como era a vontade de muitos Clubes e que teria permitido iniciar uma época com tranquilidade, com nova Direcção ou com a mesma , com poderes reforçados.
Aliás, não faz qualquer sentido haver uma nova Assembleia Geral, com uma composição completamente diferente, mantendo-se a mesma Direcção inalterável….
Uma coisa é não se concordar ou não desejar eleições , outra, bem diferente, é desconhecer a situação…
Evidentemente que a altura não é a melhor. Também estou de acordo. As eleições deviam ter sido convocadas em Setembro. É por isso que acho que o dia 8 de Janeiro é uma má data, por tardia…É, todavia, um mal menor. A responsabilidade da actual situação só pode ser imputável à Direcção que, definitivamente, não queria sujeitar-se a eleições. Porquê ? Haver eleições não significa, obrigatoriamente, mudança, muito menos quando se tem consciência do bom trabalho produzido.
Todos sabiam que as eleições tinham que se realizadas ATÉ JULHO, o que , na prática, implicaria a impossibilidade de introduzir quaisquer alterações para a próxima época….já que, como se sabe os calendários das Provas, entre outras coisas, têm que ser aprovados até essa altura.
Parece-me, pois, que nos devíamos, todos, concentrar na procura das melhores soluções para o rugby nacional, procurando os consensos possíveis em áreas transversais, nomeadamente no Conselho de Arbitragem e no Conselho Geral. Certamente que ninguém quererá dividir. Aliás, se em termos de escolha de Presidente/Projecto não há grande espaço para entendimentos – só um pode ser eleito… - não vejo razão para , por exemplo, o Conselho de Arbitragem e o Conselho Geral não se poderem apresentar listas únicas.
Por mim, como sempre, estou aberto a conseguir consensos, mesmo antes da apresentação pública, prevista estatutariamente em reunião a promover pelo Presidente da AG. Se não houver outra, essa será, certamente, uma boa ocasião para os candidatos apresentarem os seus projectos aos Delegados.
Em resumo: Havia quem defendesse a convocação urgente de eleições ; os descontentes. E havia quem a não quisesse; os satisfeitos!
A decisão foi, no meu entender, correcta e coerente.
Apresentam-se, agora, legitimamente, como candidatos, duas pessoas com projectos e personalidades diferentes. Um já teve tempo para mostrar o que quer e como pretende gerir o rugby nacional, o outro – eu, portanto… - tem manifestado, consistentemente, as suas posições na defesa, conciliatória, dos interesses dos Clubes e da Selecção . É conhecido o trabalho desenvolvido por ambos. Qualquer deles, de forma diferente, quer servir o rugby nacional.
Caberá, agora, aos Delegados, avaliarem qual a melhor solução. Por mim, qualquer que seja o resultado desse sufrágio, continuarei a trabalhar para que, com a participação activa e indispensável dos Clubes , o rugby se transforme num verdadeiro desporto nacional. Sem preconceitos, inimizades ou rancores. É, para mim, apenas mais um jogo que , como sempre, quero ganhar. Estou para isso preparado. Se perder….apresentar-me-ei na terceira parte! E se ganhar, também, claro….
Com amizade C. Amado da Silva
Segunda, 14 Dezembro 2009 10:37
1. Praticamente um ano depois da festa da inauguração do nosso Salão de Festas, em contraste com a desilusão sentida nesse dia, ontem, no jantar de Natal, sem qualquer preparação especial, a adesão superou muito o esperado enchendo literalmente aquele espaço. Parece que regressámos ao bom caminho! De facto, toda a força daquela juventude reforça o nosso sentimento de que, apesar de tudo, valeu, e vale, a pena acreditar. Todos os escalões etários estiveram muito bem representados, emprestando à Festa uma marca de alegria e diversidade como há algum tempo se não via , na Tapada. Bonito.
Ontem, foi mais um dia marcante e de confirmação, do Clube! Temos futuro e ele passa pelo envolvimento de todos os atletas, famílias e amigos. Juntos e participativos vamos construir uma AGRONOMIA maior , melhor e mais de cada um!
A Direcção está empenhada em criar melhores condições de participação na vida associativa, particularmente na comunicação e divulgação dos eventos sociais e desportivos. O “ site “ do Clube está a ser melhorado também nesse sentido. Precisamos de nos organizar melhor, aumentar , sensivelmente, o número de sócios e transmitir-lhes a noção de que para além de “legalizarem” a sua ligação ao Clube, podem beneficiar de uma série de regalias, nomeadamente de carácter fiscal e de utilização vantajosa dos espaços sociais, com redução de preços nos diferentes tipos de eventos.
Como já informei, as funcionalidades que permitem a inscrição como sócio ou a aquisição de “ produtos “ da Loja, estão disponíveis. Testem-nos...
Desportivamente foi também um excelente fim de semana, positivamente assinalado pelas vitórias das equipas superiores do Clube. Enquanto os seniores, pelo sexto ano consecutivo, venciam o Belenenses, no Restelo, de forma concludente e muito meritória, conseguindo uma exibição prometedora, com uma equipa recheada de jovens , os Sub-21 conseguiam transpor, com muita dificuldade, é certo, a forte equipa do CDUL, mantendo, assim, a esperança do apuramento para a Fase Final. Muito positivo.
2. Confirmando o que anunciei formalmente no último “ Cantinho “ vou , mesmo, candidatar-me à Presidência da Federação da Portuguesa de Rugby. Como sempre acontece nestas situação, surgem movimentações na procura de apoios que sustentem as candidaturas e os candidatos. É normal .Todavia, no que me diz respeito, tudo farei para que as eleições decorram com normalidade, consciente de que estou a cumprir um percurso que não procurei mas que, agora, não tem retorno.
Nesta eleição, ao contrário do que acontecia no passado, vai-se eleger um Presidente, não uma Direcção. Esta é uma das novidades imposta pelos novos Estatutos. Os poderes do Presidente foram alargados, nomeadamente quanto à discricionariedade de poder nomear ou exonerar os membros da Direcção. Apesar disso, e até por isso, entendeu-se, tornar obrigatória a divulgação do nomes dos componentes da lista da Direcção de cada concorrente...
Há, portanto, uma concentração de poderes no Presidente aos quais correspondem maiores responsabilidades pessoais e institucionais. Essa é uma das boas razões, no meu entender, para que a presidência seja exercida a tempo inteiro. Compreendo mal que, neste novo enquadramento, de maior exigência e responsabilidade, o Presidente possa continuar “ ausente “ delegando, eventualmente, noutros, as funções que estatutariamente venha a assumir.
Parece-me por isso que , agora, muito mais do que no passado, ao Presidente exige-se maior disponibilidade , competência e capacidade de liderança, em nada compatível com o reforço das competências de terceiros anunciado pelo actual Presidente. Aliás, e curiosamente, essa delegação seria / será feita no Director Geral, exactamente o mesmo que aceitou trabalhar comigo, sem , obviamente, qualquer reforço de funções! Posturas diferentes, com algum significado...
Ninguém compreenderá que ao arrepio das responsabilidades estatutárias, por um lado se reforcem os poderes do Presidente, exigindo-se-lhe, cautelarmente, que indique quem com ele vai trabalhar e por outro lado se admita, tacitamente, uma sua desresponsabilização prática, coberta, apenas, pela garantia de uma Direcção potencialmente competente para ,afinal, avalizar o Presidente.
Estou a perverter “ o Cantinho “ utilizando-o para fins eleitorais. Provavelmente não o deveria fazer. Todavia, não tendo o “ aparelho “ ao meu dispor – estou em clara desvantagem relativamente ao meu “ adversário” – vejo aqui uma forma de poder informar , aproveitando , ainda, para dar a conhecer uma carta que estou a tentar que chegue ao conhecimento dos Delegados , que são afinal quem irá decidir o resultado desta eleição. “ Quem não tem cão caça com gato…”
Com amizade C. Amado da Silva
Quarta, 09 Dezembro 2009 10:38
Presidir à FPR, foi uma coisa que nunca me despertara qualquer tipo de interesse ou motivação. Aliás, agora que conseguira o estatuto de “ aposentado “, mais tempo teria para dedicar ao meu Clube e acabar os projectos idealizados - ainda falta consolidar a situação financeira e, depois, avançar com a construção de uma nova bancada – vejo-me, na contingência de ser “ forçado “ a interromper este prolongado ciclo como principal responsável pelo rugby de AGRONOMIA. Porquê ? Apenas porque mudaram as circunstâncias e com elas, o real perigo da efectiva “ extinção “ dos Clubes, confinados à disputa de uns joguitos nos intervalos dos jogos das Selecções Nacionais, sem expressão nem futuro… Quem estiver atento ao que se está a passar no rugby nacional ? poderá ver o que se desenha por “ de trás da cortina “. É preocupante.
De facto, a política de funil da actual Direcção conduziu a singularidades indesejáveis que se traduzem, quase sempre, em prejuízo dos Clubes. Apesar de tudo o que tem propagandeado, a verdade é que o rugby nacional tem vivido exclusivamente dos êxitos desportivos conseguidos pelas Selecções Nacionais, Séniores. No entanto, a Selecção não representa o real valor do rugby nacional. Um Projecto, muito específico, executado na perfeição, por uma pessoa muito competente – queiramos ou não, sem tirar mérito a outros envolvidos, é ele o grande responsável – está a mascarar a realidade e a perpetuar uma Direcção que prima em desafiar os objectivos mais elementares, até definidos na legislação nacional, marginalizando os Clubes, que supostamente a suportam e mantêm. Absurdo! Depois do Mundial de França, com o apoio popular e uma cobertura mediática nunca vista, esperava-se que, finalmente, o rugby se pudesse afirmar como uma modalidade nacional de eleição . Pura ilusão. Muitos sabem quem são “ Os Lobos “, poucos sabem quem é o Campeão Nacional…….
Toda a atenção tem estado virada para a Selecção Nacional , o que sendo excelente, e compreensível por parte da Comunicação Social, não tem sido devidamente aproveitado pela FPR que, sistematicamente, se esquece que o rugby nacional não se pode a isso confinar. Afinal , em termos de desenvolvimento , o que é que aconteceu depois de 2007 ? Qual o aumento real de jogadores, Clubes, árbitros e treinadores ? Não me refiro ao número que a FPR anuncia….. Refiro-me à realidade! Qual a melhoria competitiva ?
É preocupante constatar que seis das oito equipas da Divisão de Honra são de Lisboa….E que, dentro destas, há , ainda, um fosso enorme entre metade delas …Porquê ? Apenas centrando a análise na situação dos Clubes - é, pelo menos por agora, essa a minha maior preocupação - a não ser invertida a política de marginalização a que têm estado sujeitos, o seu futuro está efectivamente em risco! Não é uma visão alarmista , é apenas realista! Qual é o patrocinador que está interessado em investir em Clubes, sem visibilidade mediática, em jogos com umas dezenas de espectadores – lembro, por exemplo, o aspecto desolador e desanimador das bancadas, nos jogos CDUL- Agronomia e Agronomia –CDUP – em que o Campeonato pára meses a fio, em que a qualidade da maioria dos jogos é medíocre , e em que, para além de tudo isso, a emoção é inexistente, tudo apostando numa Fase Final , envolvendo apenas quatro equipas, com algum impacto mediática, apurando, por um processo desportivo muito discutível, o Campeão Nacional? Grave, muito grave e preocupante, é o facto da Direcção da FPR considerar que está a conseguir um excelente desempenho e persistir nessa linha de rumo. Apesar de na sua vasta documentação editorial, nomeadamente no seu Plano, insistir, entre outras coisas, numa maior aproximação aos Clubes, a verdade é que, qual “ gato escondido com rabo de fora , nele se pode ler que se prevê, já para ao próxima época , a participação , na Challenger Cup, não de uma equipa de Clube , como em Espanha e em todos os outros Países – talvez se justifique em Países onde o grosso dos seleccionados jogue no estrangeiro… - nem tão pouco de uma associação de clubes, mas tão só de uma Selecção Nacional…Ouvir os Cubes? Para quê ?
Mas vai mais longe, a FPR…..Em vez de , como lhe compete, organizar com a sua congénere espanhola, a Taça Ibérica, promove – ou pelo menos participa – reuniões com os responsáveis da Super Liga Ibérica, para analisarem , em conjunto, a participação de “ franquias “ naquela Competição! Intromissão, clara, nas decisões dos Clubes, particularmente naqueles que, como Agronomia, sempre quiseram estar presentes na competição….Evidentemente que se aceita e agradece o eventual apoio da FPR, aos Clubes/Franquias, logo que estes decidam participar. É um apoio extremamente importante, particularmente se participado também pela IRB… Ouvir os Clubes ? Para quê ?
Para além desta política centralizadora e de marginalização dos Clubes, a credibilidade, transparência e equidistância das decisões, estão sistematicamente em causa. Já nem vale a pena relembrar os inúmeros episódios comprometedores que têm caracterizado os últimos anos desta gestão danosa, da FPR. Desarticulação entre Orgãos , ultrapassagens de competências e compadrios, têm caracterizado, infelizmente, esta Direcção . Estas preocupações não são de agora. Tenho-as manifestado há muito e por diversas formas.
Não faz sentido , nem seria moralmente aceitável que, agora, apesar de - reafirmo – nunca ter sido essa a minha intenção, me abstivesse de assumir a responsabilidade de tentar inverter uma política que se me afigura absolutamente devastadora para os Clubes nacionais, que, na prática, se limitariam a investir e a formar jogadores para “ abastecerem “ as Selecções Nacionais, sem qualquer poder ou controlo sobre eles. Eventualmente, num jogo ou outro, poderiam vestir a camisola do seu Clube…. Somos nós que, nos Clubes, assumimos os riscos, temos as preocupações, contamos os tostões - os nossos tostões, não os dos outros… – dormimos mal, para que outros possam dormir melhor, a troco de muito trabalho gratuito e até, por vezes, de incompreensões de amigos e família….. Defender os Clubes é defender, também , AGRONOMIA ! Defender os Clubes é defender o rugby nacional! É defender a Selecção Nacional, não apenas nesta fase de importância vital para o nosso rugby, mas SEMPRE. É INQUESTIONÁVEL !!!
No dia 8 de Janeiro, irão decorrer as eleições para os Orgãos Sociais da FPR. Lá estarei, com uma enorme vantagem. Ganharei sempre. Na Direcção da FPR , se a maioria quiser, ou no meu CLUBE , como sempre quis. Em qualquer situação trabalharei com afinco, isenção e transparência. Podem crer.
Com amizade C. Amado da Silva
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